Mostrando postagens com marcador amizade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amizade. Mostrar todas as postagens

domingo, 10 de maio de 2015

Je perds

Esta semana perdi mais alguém, uma peça importante que saiu rasgada de mim, mas que eu deixei que fosse... Uma a uma as pessoas escolhem sair porque eu, talvez mudada, não as forço mais pra ficarem. Não faço mais questão de argumentar, de insistir, de me indispor ou ir contra meus sentimentos.
Ficar sozinha tem sido doloroso mas a melhor escola que frequentei. Perder é difícil, mas a pessoinha que eu mais quis na minha vida... Veio até aqui e deu meia volta... Me achou bagunçada pelo visto! E mal esteve aqui já me ensinou: se respeita, mãe! Se dá espaço! Não faz o que os outros querem ou esperam. Chora mais e engole menos, porque um dia, quando eu voltar, vou precisar do seu coração livre de mágoas.
Então perder já não dói como doía. Simplesmente suspiro e sigo, encaro como mais uma lição.
Todas essas pessoas voltarão, eu sei, se elas quiserem eu estarei de braços e coração abertos. Só preciso - e precisam - de tempo pra me entender, entender onde eu vim parar e como sair daqui.
Não deixei de amar nenhuma. Só me fechei. Me escondi. Porque quando perdi a menor delas, entendi a maior delas....

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

As mulheres da geração Y

Muito se fala dos jovens dessa tal geração Y. Aliás, muito de fala da diferenciação das gerações - pós-guerra (gosto tanto dos baby-boomers, estes sim têm história pra contar), revolução sexual, era da tecnologia. Eu, pessoalmente, me defino como da geração XYZ. A geração que não sabe o que é nem o que quer.

E consegui finalmente me definir, sem medo, numa conversa de portão, literalmente num portão, quando tentava consolar uma amiga, que se cobrava por não ter feito nada da vida no auge dos seus trinta e tão poucos anos. Ela não viajou o mundo, não comprou apartamento, não é vice-presidente da empresa, não casou e não tem filhos. Ela tinha que ter todos estes itens feitos até os trinta, mas não tinha nenhum.

Assim como todas as minhas outras amigas. TODAS. Pra bem dizer a verdade poucas delas cumpriram ou um ou outro item. E por que não todos? Falta de planejamento? Não, não, falta de vida mesmo. 

Porque somos de uma geração "gap" de prioridades. Criadas por mãe exemplares, muitas vezes em jornada dupla, que nos criaram para ser livres, independentes e decididas. Porém nos deram bases tradicionais familiares: casamento, filhos, família, domingo de folga, férias em Ubatuba. Numa sociedade onde homem e mulher já tem praticamente o mesmo espaço no mercado de trabalho (a não ser que você amiga queira ser astronauta ou funileira)  as mulheres muitas vezes focam a carreira. Carreira esta onde, para se diferenciar, ter idiomas e vivência no exterior faz toda a diferença, além de formação e pós-graduação. E mestrado.

Ou seja, pra fechar esta conta de em 10 anos surpreender a sociedade com todo este currículo acima e ainda ter 2 ou 3 filhos, metaanfetamina. Porque tem Cristo que consiga conciliar tanta geração em uma só mulher?

"Mãe, eu sou uma só", você dizia já na adolescência quando tinha que estudar e arrumar o quarto. 

Quando eu me defini, desacelerei. Filhos vêm quando têm que vir. Carreira decola quando fazemos o que realmente amamos. As viagens acontecem quando nos abrimos para a vida. Tudo na sua hora, no seu tempo. Seu cobranças, sem timing - não, você não perdeu seu timing - e principalmente, sem pressão. Não é porque o número é "30 e" que a vida está perdida.

Ela está só começando pra quem é como eu, uma XYZ. E para as minhas amigas. TODAS.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O dia

Chegou o dia que eu tanto esperei na vida! Aquele dia que eu olharia para trás e sentisse nenhum sentimento de raiva ou rancor, nenhuma mágoa ou tristeza... nem aquele vazio que eu temia. 

Na realidade acho que este dia já tinha chegado, eu que nunca havia parado pra pensar, pra olhar a data, para realizar a conquista. Porque sim, foi uma conquista.

Foram muros derrubados, foram armas abaixadas, foi uma risada gostosa e tão alta que foi escutada do outro lado do mundo.

Uma sensação gostosa, de vida vivida, de que a história pode ser boa, só depende do ponto de vista - e de quem conta. Uma imagem na cabeça, não mais aquela imagem do passado, que tinha dado rosto a um sentimento, nem aquela imagem de uma história que eu só tinha pra mim. A imagem da amizade, da força... em segundos eu vivi anos de lembranças, de momentos, de uma vida a la Juscelino Kubitschek, já parafraseando a tal amizade.

Nada além de um sorriso tão largo que dói meu maxilar.

E eu que nos meus momentos de energia negativa achava que não havia conquistado nada! Conquistei sim senhora. 

Deixei pra trás tanta coisa... porque percebi o quanto estava, despropositadamente, deixando pra trás.

Ainda sorrindo, volto a viver a vida como eu nunca tinha desenhado. E como, há tempos, eu parei de desenhar.

sábado, 2 de março de 2013

Despedida

Distante apenas 4 horas do embarque para o novo mundo,as prontas, na frente do computador, tentando fazer um texto bonito. Nada.

Zero inspiração. Resolvi ser sincera e dizer: não é hoje que farei ninguém chorar.

Mas não posso ir embora sem dizer a cada um dos meus amigos, mesmo da maneira mais simples: VOCÊS SÃO A MINHA VIDA.

Não vou nem correr o risco de citar nomes e esquecer um dito cujo. Todos sabem a importância que têm na minha vida.

Tá doendo, mas prometo que não vou chorar. Ou pelo menos prometo segura o máximo que meus olhos conseguirem.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Dia do Cafezinho


Eu tenho muitas formas de dar presente. Eu gosto disso.

Eu gosto de todo o processo do presente. Da dúvida, das ideias, de pensar se a pessoa vai gostar, o que vai achar, se vai ficar feliz. Gosto de ver a reação.


Mas, mais que tudo, eu gosto de colocar todo meu sentimento no presente, que por mais que seja uma fita, tem que ter tido meu toque, meu jeito, meu modo de cuidar das coisas. Porque o significado do presente, é este: cuidar. É manter um laço, um contato. E é uma forma singela – ou não – de dizer “muito obrigada por fazer parte da minha vida”.

Eu gosto de viajar, de inovar, ir além. Não é uma foto, um porta-retrato... é uma história, um momento, um sonho por trás, uma fase da vida que não volta mais. Não é um buquê de flores, são cheiros daquele tempo, são cores, cartão, a letra de mão, o vaso que cultiva um laço materno, um amor, uma amizade ou apenas uma felicitação. Não é um CD, é uma música por trás de um momento que marcou a minha vida e você estava lá, dividindo isso comigo. É isso que eu faço quando tenho todo o processo da criação de um presente. Eu divido meu amor, ou quaisquer que sejam os sentimentos envolvidos.

Hoje é mais um daqueles dias especiais que me fazem vir até aqui colocar em palavras o que eu já nem acho que precisa ser dito, que me fazem ter mil ideias de presentes. É o dia internacional do cafezinho! O dia do aniversário da leitora mais especial, comemorado desde o T-minus 1 até que o signo vire.

Só quero que, ao ter seu cafezinho de hoje, saiba que ele foi feito para a melhor amiga, cunhada, madrinha, pai, namorada (do Ali), confidente, advogada, companhia de corridas, viagens, caronas, festas, chats e qualquer coisa que apareça por aí.

Quando mais nova, eu a chamava de mentira... porque mentira tem perna curta, e essa pessoinha em cima de seus 1.54m de altura – que hoje significa o mundo pra mim – tinha raiva de seu tamanho.

Hoje ela tem 100 sapatos de salto alto que resolveram este problema.

E que me ensinam dia após dia a resolver as coisas da vida assim, de forma tão simples, entre exemplos e teorias!

Ass.: Eternamente Jorjão!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Ressaca


E não falo de ressaca de álcool. Aquela, que não interessa quão forte seja, não te faz parar de beber. No máximo, você aprende que um copo d'agua entre os drinks de whisky e energético tiram pelo menos a dor de cabeça do dia seguinte.

Não falo da ressaca do mar, que limita a faixa de areia a menos de meio metro em uma praia paradisíaca, fazendo com que a profunda conversa entre recentes amigos no por-do-sol seja constantemente interrompida pela busca das havaianas flutuantes.

Ressaca moral, de comportamentos duvidosos de alter-egos criados para tal. Catarina tem se comportado muito melhor do que eu esperava.

Ressaca emocional, de agir como uma criança que lhe roubam o doce mais divertido e colorido no meio de um parque de diversões - leia-se chorar inconsoladamente numa das melhores festas, e mais caras.

Ressaca física, de dançar de salto, até o chão, no palco, em cima da mesa. Correr por aí, em festas, shows e festivais, subir nos ombros, carregar nos ombros, rir de doer a barriga.

Falo da ressaca de vida.

Porque viver cansa. Viver intensamente, aproveitar todas as oportunidades, se entregar à diversão sem limites e curtir como se não houvesse amanhã... tudo isso cansa demais. Mas como qualquer ressaca, nada impede de fazer tudo de novo.

Fui guerreira com estilo. Foram 6 dias de festa, em trios elétricos, camarotes, abadás, arrastão, tênis sujo de barro, vontade de fazer xixi, cerveja mais barata do que água, amigos e mais amigos taxistas, fitas de Senhor do Bonfim, flores, tranças, frases e refrões, e suor, muito suor. Foram os dias mais esperados, um sonho de adolescente realizado, estar na casa daqueles que embalaram trios, micaretas, festas de faculdade, churrascos sem carne. E melhor, reunir tantos amigos diferentes em uma mesma viagem. 

Ressaca de vida, de alegria, de realização, de felicidade. Ressaca de acompanhar as voltas que a vida dá.

Esta ressaca que não passa, e que nem eu quero que passe. Tão cedo.

Digo que valeu!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Ao fulano, e sem mais.

Às vezes, precisamos desabafar, seja com o cachorro ou gato, no colo da mãe, do namorado ou da melhor amiga, ou seja apenas escrevendo, traduzindo o som do “tectec” do teclado por toda uma mágoa, desespero ou apenas uma dúvida ressentida. Às vezes é segredo, às vezes uma indireta, às vezes uma carta endereçada. Por isso, desabafos com nome e sobrenome, facebook e twitter não devem ser divulgados. Ou não deveriam. Mas quem tá aqui, quem lê, quem digita aquele endereço ali na barra do navegador, tem de alguma forma algum interesse na minha vida, então quer saber.

E quer saber?

Blah. Página virada, sim, move on. Gostava pracaralho, mas... paciência. Passou muito tempo e se eu fosse de fato importante na vida de fulano, isso já teria passado. Queria só um desfecho, e tivemos. Quando eu me abri, me mostrei e tentei de novo uma aproximação, sabia que existia a possibilidade do sim e do não.

Sério, se é importante pra fulano, que viva em sua insignificância! Eu não tenho máscaras, não me escondo em palavras, feias ou bonitas. Se me incomoda eu falo, escrevo, mando email, choro, mostro todas minhas armas e falhas. E se necessário, peço desculpas pra quem é importante pra mim.

Durante todo este tempo, me remoía em pensar que, pela primeira vez eu teria decepcionado um amigo, que é a coisa mais importante que eu tenho na vida. O que eu sentia era remorso. Hoje eu sinto pena. Porque fulano escolheu isso, escolheu se fechar e se afastar, viver no amargor e achar que é feliz na jaula de sentimentos onde vive.
Então, eu não tenho mais nada a fazer. Eu fui até onde deu. E minha consciência está leve, não posso me culpar por algo que eu sequer sei o que é. E me livro desta culpa sem qualquer pudor, porque eu quis melhorar, quis saber o que fiz ou não fiz, quis ser importante assim como fulano foi pra mim. Mas fulano tem suas próprias escolhas, e cada escolha uma renúncia.

Amigos vem e, infelizmente, vão. Faz parte da vida, e cabe a nós deixar nossa marca em cada um. Cabe a nós fazer desta marca uma coisa boa, mas isso depende da receptividade, da recíproca. E não queira me disciplinar, não queira ser melhor que eu em palavras. Seja em atitudes. Quem quer ser o professor da vida tem que ter didática. Aluno nenhum aprende com achismos, com conclusões próprias ou análises de consciência. Até porque, cada um tem o seu padrão de certo e errado, seu senso e seus próprios limites e limitações. Cabe aos relativos, àqueles que se importam e estão por perto, instruir e equilibrar este senso próprio com o senso comum.

E, quer saber... fulano foi importante sim, mas tinha sombra demais. Tinha preto demais, tinha mágoa demais. Eu aprendi com sua excelente convivência – porque eu sou o copo meio cheio – a ser menino, mas não quis deixar de ser menina. Aprendi a ser over, mas não quis deixar ter meu brilho. E principalmente aprendi a respeitar a diferença entre as pessoas. Por isso fulano, vá com Deus, segue teu caminho com sua felicidade única. E quem sabe um dia então, e sem crédito nenhum, só então, você enxergue que a vida tem muito mais cor que sua esmera caixa de 12 cores.

Ah, e fulano, se estas palavras algum dia passaram por seus olhos, quem dá o conselho final agora sou eu: quem desdenha quer comprar. Talvez minha marca na sua vida seja mais forte do você mesmo pode admitir.

E esta soberba em minhas palavras, obrigada, você me ensinou, levo para vida. 

domingo, 1 de janeiro de 2012

Presentes de 2011

O primeiro dia do ano passado foi marcado pela maior ressaca moral da vida, por um grande buraco que eu mesma fiz no meu estômago. Foi um dia primeiro de um vazio sem explicação, que por mais que eu queira justificar a gravidade, não consigo. Talvez a intensidade de um sentimento tenha marcado um ano de grandes feitos. Eu prometi naquele dia que meu ano seria MEU ano. Que eu me divertiria como se não houvesse amanhã, que eu seria feliz e me dei 3 grandes objetivos. E pela primeira vez eu encho o peito e posso dizer que concluí os três grandes objetivos do ano. Entre erros e acertos, tropeços mas com minha graça eu venci. A sensação do dever cumprido é algo inebriante.

2011 era um ano 11, e com toda minha ladainha numerológica, eu fiz por onde. A viagem de volta à Londres, rever os amigos, viajar para o desconhecido novamente, reviver as melhores sensações, e poder fazer tudo sem me preocupar com a vida, apenas curtir, viajar, sorrir. Caminhar e conhecer, fazer amigos, viajar sozinha, comprar, comer... e todos os verbos que eu quis. Resolver pendências financeiras, físicas e emocionais. Me empenhar e crescer na carreira, me focar e sentir que eu de fato gosto do que faço. Fazer uma festa. Uma festa não, a melhor e maior festa de todos os anos, a sexta-feira onze do onze do onze, a festa rosa, os melhores amigos todos juntos. O bolo, a champagne, o momento mais esperado no relógio do cantinho inferior da tela do computador. Entrar no mundo da cerveja, e me apaixonar.

Eu sempre sou nostálgica no final do ano. Acho até que é um tanto normal este comportamento, afinal é o momento que a gente avalia todo o ano, as perdas e os ganhos, os objetivos e os obstáculos, se as resoluções do ano anterior foram concluídas... enfim, o balanço anual de nossas vidas. Eu sempre escrevo agradecendo no final do ano, sou uma otimista de carteirinha e acho que a cada ano que passa minha vida melhora de formas que no primeiro dia do ano eu nunca nem imagino. Mas este ano foi diferente. Desta vez eu esperei viver todos os dias para escrever. Esperei todos os momentos. Sinceramente falando, eu nunca vivi tão intensamente a ponto de deixar de lado a paixão de escrever sobre a vida para de fato vive-la.

Eu esperei a virada, esperei todos os brindes, todas as promessas porque eu queria que este agradecimento fosse especial. Eu vou replicar o brinde que eu fiz no momento da ceia de Ano Novo mais bonita que tive na vida. Eu entendi tudo, eu entendi que a vida é mais que aquela caixinha de surpresas. Eu sei que às vezes eu acho que sei tudo ou que entendo de tudo, mas dessa vez tudo fez sentido. Naquele momento, naquele brinde ao redor da mesa mais bonita tudo fez mais sentido e eu me senti quase que completa.

Numa madrugada o termo nasceu: “Aqui é Equipe”. Em um carnaval, um furto que hoje eu acho providencial aproximou uma garota perdida no Rio de Janeiro com um grupo de meninos sem igual. Em uma coincidência que hoje eu assumo premeditada, um resgate ocorreu. Em outro momento, uma festa de aniversário onde dois núcleos se uniram. Algum tempo depois, por uma série de eventos que eu não consigo explicar, 10 pessoas hoje são a Equipe, aquela que fez o meu ano sensacional, minha festa do rosa inesquecível e o Ano Novo um dos momentos mais especiais e intensos da vida. Uma equipe única, 5 homens e 5 mulheres, onde, claro, casais se formaram, por uma noite, uma semana ou até hoje, mas que uma amizade nasceu de pessoas diferentes, de núcleos diferentes e com histórias diferentes, mas que não importa para o que, eu posso contar seja para uma cerveja, uma dança, uma lágrima, um desabafo, boas risadas ou apenas companhia.

Cada um com seu apelido, mas a Nicole, a Vania, a Bruna, a Camila, o Leonardo, o Fernando, o Guilherme, o Ali e o Everton são os 9 melhores presentes do ano de 2011. E eu não os trocaria por nenhum outro presente.

Obrigada Equipe, por fazer de 2011 o ano ONZE que eu sempre sonhei.


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Brilho eterno de uma mente sem lembranças

Para um leitor especial...

Malandro é o inglês que não sabe o significado da palavra saudade. Perdem o ônibus na mesma intensidade que sofrem por um amor perdido. Já escrevi sobre saudade e como as redes sociais mascaram um sentimento de perda. Mas uma coisa é a saudade de quem partiu, outra é perder alguém que se ama... pra outra pessoa.

E aí lá vem o Facebook mostrar mais um casal feliz que se intitula “para sempre”. E o novo consorte, que coitado nada tem a ver com as juras alheias de amor infinito que foram em vão, é instantaneamente odiado pelo ex e seus relativos.

E quem nunca esteve no papel acima que atire a primeira pedra... Eu, na minha primeira vivência, era o ser mais evoluído do mundo, que “rezava todas as noites desejando a felicidade dele”. Mas, mesmo mais de ano depois do término, vi uma foto de casal e instantaneamente um buraco se abriu na boca do estomago, causando um vácuo e uma certa sensação de não sentir mais os pés pisando no chão. A segunda, não foi bem um namoro, mas um excelente “prospect” que eu deliberadamente abri mão. Ve-lo com outra me trouxe de volta ao vácuo. Outras ocorreram, e certamente o oposto também ocorreu, mas alguém quer falar sobre ver o casal enquanto AINDA há um sentimento reprimido? Dói né? E não importa a idade.

Às vezes dá até vontade de nunca ter vivido aquele sentimento, nunca ter conhecido, nunca ter se envolvido. Dá vontade de bater a cabeça no canto certinho do cérebro onde todas as lembranças recentemente vividas são armazenadas. Mas quando passa – leia-se quando se conhece um novo amor que será maior que o anterior – tudo que fica são as boas lembranças, ou apenas lembranças.

E não adianta tentar reviver o mesmo, o novo de novo. O que passou passou, fomos felizes enquanto casal mas se acabou, algo não estava encaixando. Também não adianta dizer que está tudo bem. Cada dia é um dia, e cada história uma história. Um sentimento só vale a pena se for recíproco. Se for unilateral não é perda, é inveja. E a gente só tem a autorização divina de ter inveja daquilo que podemos ter, o que então denominamos exemplo, perseverança, meta, ambição.

A vida anda, e anda rápido. Quem ainda é jovem tem a sensação que a vida vai durar só mais dois anos e quer resolver tudo agora. Não é bem assim... a gente nem sabe onde está guardado o nosso. Uma cartomante (sim, uma cartomante, juro que faz tempo) me disse que o “meu” nem morava no Brasil. Mas ela também disse que eu receberia uma grana em novembro passado, que ainda não veio... Isso só exemplifica o que eu quero hoje: (me) provar que a gente não sabe de nada da vida. Não sabemos onde vai dar tudo isso, em que vai dar. Uma relação com uma pessoa sempre traz frutos, mas muitas vezes não são o que tínhamos em mente quando a conhecemos. Pode ser uma linda amizade, pode ser um futuro casamento, nosso ou de amigos em comum, pode ser uma parceria comercial. Pode ser uma inimizade ou... PODE NÃO SER NADA. Só lição de que na vida nem tudo é escrito a caneta...

E que não precisa de tanto para ser apagado ou esquecido, é só querer – e parar de fuçar no Facebook.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Para cada amigo, uma família

Eu não tive um amigo imaginário na infância. Meus primos, em sua grande maioria, são bem mais velhos, pelo fato de eu ser filha da caçula da família, que ainda teve filho bem mais velha. Não tenho nenhum amigo da época das fraldas e minha infância com meu irmão foi conturbada, isso até...

...Isso até os tempos de escola, quando numa inesquecível piada eu me liguei à uma dessas irmãs que a vida espalha por aí. Estudamos juntas por 3 anos apenas, até que ambas mudaram de escola. E de cidade, e até de país. Eu não tenho contato com mais ninguém desta escola, apenas com aquela que por tantas vezes me fez até fazer xixi nas calças de tanto rir, que brincamos de boneca, jogamos stop, andamos de patins, cozinhamos bolinhos de chuva sem nenhuma consistência, tomamos banho de esguicho, bexigas d’agua... dividimos tantas experiências quanto irmãs poderiam compartilhar. Tomei bronca dela, da mãe dela, da avó dela, da irmã dela... é, amigo é a família que a gente escolhe.

... Isso até os tempo de colégio, quando num boato mal intencionado, eu fiquei por meses sem olhar para a cara desta pequena que, os poucos, acabou se aproximando. Inteligente, sagaz e com um quê de querer ser maloqueira. Usava jeans e allstar, cabelo comprido e não fazia a sobrancelha. Acabou virando uma parceira de estudos, quando a única nota baixa de nossas vidas nos desafiou. Anos depois, namorados depois, ninguém a conhece como eu. Cada tom nas palavras, seu perfeccionismo que contrasta com a desatenção e desapego. Baladas, festas, jantares – e omissão de alimentos, caronas , salto alto e a conta de celular. Eu, durante um tempo, fui mais parceira da mãe dela do que dela... é, amigo é a família que a gente escolhe.

...Isso até os tempos de faculdade, quando as turmas eram tão bagunceiras e bagunçadas. Eu, que mal havia chegado, virei a mesa de uma turma fechada, apontei podres e, numa situação um tanto delicada (que hoje parece tão pequena) selecionei algumas que me acompanham até hoje, uma delas lá de longe, do outro lado do mundo (se é que o mundo tem lado), e uma outra virou parceira, equipe, companheira de cerveja perfeita... é, amigo é a família que a gente escolhe.

...Isso até os tempos de Londres, quando precisou estarmos milhas distantes para entendermos o quanto a gente se dava bem. Flatmate, bedmate, mate... uma amizade que uniu mais que duas brasileiras no exterior, virou irmandade mesmo, me defendeu com unhas e dentes literalmente, me deu colo, mesmo sem nunca ter passado a mão na minha cabeça pra nada – de todas, é a que mais dá bronca. É a que se exalta, mas sempre fala a verdade. E não veio só ela, o pacote incluía os amigos dela, a rua dela, a casa dela... é, amigo é a família que a gente escolhe.

...Isso até a vida dar uma reviravolta, quando eu precisei sofrer e me decepcionar com um e ganhar dois presentes da vida. Foram ofensas gratuitas, um ódio desnecessário, uma briga inexistente. E o perdão. A amizade que nasceu do acolhimento, a maturidade, o entendimento dos caminhos que a vida nos coloca. Entender que meu carma era na realidade conhecer a “inimiga” e ganhar uma amiga pra virar uma equipe, ou então uma companheira de viagem, de música verde e de freada brusca. A amizade excedeu os limites nacionais, e foram empanadas, Natais e Reveillon... é, amigo é a família que a gente escolhe.

...Isso até o ambiente de trabalho, o amigo do amigo, o chefe, o instrutor da academia, o vizinho... ah, estas histórias vão ficar para o ano que vem, assim dá tempo de a gente ter mais e mais história para contar!

Amigo. A família que a gente escolhe.